A Máquina do Amor

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Homem Criou a Máquina

A máquina não sente amor, ódio, ou medo; não sofre de úlceras, ataques do coração ou distúrbios emocionais.

Talvez a única chance de o homem  sobreviver seja tornar-se máquina.
Alguns homens conseguiram isso.
Maquinas que passam por homens muitas vezes dirigem sociedades - os ditadores são  máquinas de força em seus países. Um artista devotado pode transformar-se numa máquina de talento.
Por vezes, essa evolução ocorre sem que o homem se dê conta.
Talvez aconteça da primeira vez em que ele diz: “Sinto-me ferido” e o seu subconsciente retruca: “Se eu abolir todo o sentimento da minha vida – nunca mais poderei sentir-me ferido!”.
Amanda teria rido, se lhe houvessem dito isso a respeito de Robin Stone – por que Amanda estava apaixonada por ele.
Robin Stone era um belo homem.
Sabia sorrir com os lábios.
Sabia pensar sem emoção.
Sabia amá-la com o seu corpo.

Robin Stone era a Máquina do Amor.

Prefacia do livro A Máquina do Amor – Jacqueline Susann – 1969

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Quando conheci Robin Stone, simpatizei-me com sua atitude e sua sinceridade exagerada com as mulheres, sem se importar com o sentimento que elas tinham por ele. Na verdade Robin Stone importava-se com os sentimentos das mulheres com quem ele saia, ele não queria que elas sofressem por ele, ele queria ama-las, mas somente naquele instante, naquele momento, não queria se envolver, até porque isso seria um pouco improvável, pois por algum motivo, Robin parecia não ter sentimentos, seu olhar era frio e distante, ele mesmo nem pensava em casamento, achava que as pessoas não precisavam de ninguém, principalmente ele, não precisavam se prender a ninguém, apenas a si mesmas, Robin Stone era um homem livre, e queria continuar assim e fazer o que bem entendesse de sua vida.
Robin era um mistério para as mulheres, ele sabia o que era amor, mas sabia disso somente quando estava na cama com uma mulher, após possuí-las, ele simplesmente voltava a seu jeito frio de ser. Quando saia com uma mulher, gostava de passar a noite com elas, se elas tentassem sair por algum motivo, ele logo insistia para que eles passassem a noite juntos apenas dizendo: “Quando vou pra cama com uma garota, gosto de dormir com ela”, mas subconscientemente era o seu lado solitário falando mais alto.
Sua autoconfiança também era exagerada, creio eu que poderia ser devido a sua beleza, muitas mulheres caiam aos seus pés, e o achavam muito atraente e dariam tudo pra sair com ele, e tenho que confessar, ele era um cara bonitão, tem o olhar frio, mas conquistava qualquer mulher apenas com o seu sorriso. Sua sinceridade exagerada era bem aparente quando as coisas não iam do jeito que ele gostava, ou iam contra a sua vontade, ele era capaz de mandar a garota ao seu lado ir pra casa, só pra fazer o que ele queria.
E como bebia, sinceramente, quando nos conhecemos no bar, foi a primeira coisa que eu reparei, ele pedia somente um copo grande com vodca e gelo, e bebia vários copos, até uma ou duas garrafas se estivesse com vontade, e o mais incrível é que quanto mais ele bebia, mais sóbrio ele aparentava.
Apesar de ser um homem solitário, Robin sempre teve tudo o que quis, e além de um homem de boa aparência, e irresistível para as mulheres, ele era muito inteligente, podemos dizer que a única ambição do Sr. Stone era com o seu trabalho, ele almejava sempre mais, e não descansava até conseguir o seu objetivo, que era garantir o sucesso da sua carreira de jornalista.
Robin Stone é um homem de muitos segredos, percebi isso no momento em que o cumprimentei, mistérios esses que ele mesmo nem sabe, e quando descobrir vai ser a chave para abrir o seu coração, e fazer com que ele possa amar novamente.




Conto sobre o personagem principal do Livro de Jacqueline Susann - A Máquina do Amor, elaborado por mim, gostei muito desse livro, é bem interessante, e te prende pra você querer saber o final da história, recomendo é um livro antigo que achei aqui em casa, provalmente deve ter na internet pra download, pra quem ficar curioso com os mistérios de Robin Stone.

5 comentários:

Gabriel Pozzi disse...

pô, gostei bastante da ideia de um conto sobre a personagem de um livro... embora eu não tenha conhecimento sobre essa obra (e não sei se de repente Robin Stone existe/existiu), achei muito legal as descrições, tanto do prefácio quanto as suas!
E por falar em livro, eu estava lendo um aonde uma máquina tem sentimentos, é um robô depressivo, que odeia a vida. É interessante pensar até que ponto a gente evolui às máquinas (como vc disse) e até que ponto as máquinas irão evoluir até a gente... não é?

Mas enfim, fugi um pouco do Robin Stone, eu sei, mas achei que ia achar legal comentar sobre isso.
Fiquei curioso sim, vou ver algo sobre o livro.
Abraço!!!

http://songsweetsong.blogspot.com/

Monica Ferreira disse...

Oiee.. muito legal seu blog.. parabéns

se puder entre no meu tmb

http://loukaporseries-br.blogspot.com

V¡ии¡¢¡µs ツ disse...

muiito legal parabens pelo post! continue a postar! acesse

Site da NET | Portal de Novidades

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Junior
Obrigado pela visita ao meu blog e pelo comentário. Quando puder volte, vou gostar muito.
Gostei de seus textos.
Te sigo
Grande abraço

Victor Von Serran disse...

Esse é o meu garoto !!!

ta bom a reflexão sobre o texto

http://universovonserran.blogspot.com